A jornada do praticante de Jiu-Jitsu não é uma corrida, é uma maratona de autoconhecimento e evolução técnica.
Quase todas as artes marciais têm um sistema de faixas ou de graduação por meio do qual o aluno pode avaliar seu nível de desenvolvimento. O Jiu-Jitsu Brasileiro, com raízes que remontam aos ensinamentos de Mitsuyo Maeda (aluno de Jigoro Kano), partilha do sistema de faixas de cores diferentes.
O sistema de faixas começa com a faixa branca, passa para a azul, a roxa, a marrom, a preta, depois pela coral e seus vários graus, até a faixa vermelha para os que são levados aos pináculos da arte por sua fama e influência.
Comparado a outros estilos, há um número relativamente pequeno de graduações de faixas no Jiu-Jitsu Brasileiro. A maior parte dos estilos tem graus diferentes dentro de uma cor de faixa (como faixas ponta laranja, por exemplo) para garantir aos alunos a sensação de "movimento constante".
Em contraste, o aluno no Jiu-Jitsu Brasileiro quase sempre permanece longos anos na mesma graduação. Poucos chegam à faixa roxa, e a faixa preta é o status realmente da elite.
"A faixa preta é apenas uma faixa branca que nunca desistiu."
1º ao 6º Grau (Professor)
Vermelha e Preta (Mestre)
Vermelha e Branca (Mestre)
9º e 10º Grau (Grande Mestre)
A faixa preta não é o fim, mas o começo de uma nova etapa de profundidade técnica e responsabilidade. Após a graduação, o praticante continua evoluindo através dos Graus (Dans), marcados por ponteiras na faixa.
Os graus na faixa preta (do 1º ao 6º) exigem anos mínimos de permanência ativa e contribuição ao ensino. Ao atingir o 7º e 8º grau, o mestre recebe as honrosas Faixas Corais.
O ápice do sistema é a lendária Faixa Vermelha (9º e 10º grau), reservada aos Grandes Mestres que dedicaram uma vida inteira (décadas após a preta) ao desenvolvimento do Jiu-Jitsu Brasileiro.
O que distingue o sistema brasileiro dos outros é sua extrema informalidade. Não há um conjunto de regras estáticas e precisas para determinar quem é faixa azul ou roxa. Uma parte da razão disso é a completa ausência de formas ou kata (movimentos coreografados pré-determinados executados solo) no Jiu-Jitsu Brasileiro.
A maioria das artes marciais enfatiza o aprendizado desse kata como sinal de progresso. Sem um currículo de kata, o estilo brasileiro procura outros indicadores de evolução: a eficiência técnica em combate real (randori), o controle, a inteligência na luta e a postura moral do praticante.
Pode-se tentar diferenciar os graus em termos de números de movimentos que o aluno sabe. Esse método é evidentemente inadequado. Sabe-se que, geralmente, um faixa roxa conhece quase tantos movimentos quanto um faixa preta – ele simplesmente não os executa ou combina tão bem, ou no tempo certo.
Além disso, alguns lutadores se dão muito bem com uma pequena coleção de movimentos que podem aplicar em qualquer situação. Eles não devem ser classificados abaixo de alguém que conhece "mais golpes" mas não os aplica com eficiência.
Critério Inadequado: "Sei 1000 golpes mas não finalizo ninguém."
Critério Real: "Sei 10 golpes e finalizo todo mundo em qualquer situação."
A extrema informalidade do estilo brasileiro reflete a impossibilidade de regras rígidas. A decisão cabe a um professor experiente que avalia um conjunto complexo de fatores:
Se um lutador sempre derrota outro na luta técnica, isso é evidência forte para promoção, considerando peso e idade.
A profundidade do conhecimento teórico e a capacidade de ensinar e explicar posições.
Se o aluno vence apenas pela força bruta, isso não é Jiu-Jitsu. A técnica deve prevalecer sobre força e peso.
Ajuda mútua, respeito aos colegas, postura dentro e fora do tatâmisão vitais para graduação.
A frequência nos treinos e a persistência ao longo dos anos. Não existem atalhos.
O Jiu-Jitsu é conservador na promoção. Se um graduado não sabe lutar, isso reflete mal na escola.
Não tem sentido promover alguém a um posto mais alto se essa pessoa não sabe lutar bem – afinal, se um aluno altamente colocado é derrotado, isso reflete mal na escola. Então, as duas características principais do sistema de faixas no Jiu-Jitsu Brasileiro são sua informalidade e seu conservadorismo.
— Filosofia MXT
Não há substituto para um professor preparado e experiente de uma boa escola. É possível memorizar técnicas em nosso sistema e até praticá-las diariamente, mas sem a orientação correta, elas tornam-se vazias.
Para conhecer verdadeiramente um golpe, é preciso não apenas aprender os movimentos básicos, mas também ser capaz de executá-los num oponente que ofereça toda sua força e resistência.
"Isso não se adquire em livros, vídeos ou sistemas online, mas no tempo passado no dojo em treinamento rigoroso, suando o kimono sob o auxílio de um professor."
Uma noção real do seu nível de desenvolvimento depende de treinar e competir com outros lutadores. Mas deve-se sempre seguir os ensinamentos de seu professor e respeitar sua avaliação. Um sistema sério serve de guia para seu crescimento técnico.
Os 10 Critérios da MXT Academy
Respostas sobre graduação e faixas no Jiu-Jitsu Brasileiro.
Em média, um praticante dedicado leva de 10 a 12 anos para atingir a faixa preta. Não é uma corrida, mas uma jornada de constância. Cada faixa tem seu tempo mínimo de permanência exigido pela IBJJF, mas a aprovação depende da maturidade técnica avaliada pelo professor.
Seguimos a tradição e a informalidade conservadora do Jiu-Jitsu. Não vendemos faixas nem cobramos taxas de exame abusivas. A graduação ocorre naturalmente quando o aluno demonstra, no tatâmi, que está pronto. A avaliação é diária: técnica, disciplina, frequência e conduta moral.
Não. O sistema infantil (até 15 anos) possui faixas próprias (Cinza, Amarela, Laranja, Verde). A faixa Azul só pode ser obtida a partir dos 16 anos. A Faixa Preta, pela regra oficial, só pode ser concedida a maiores de 19 anos.
Os graus (tiras brancas na ponta preta da faixa) indicam o progresso do aluno dentro daquela cor. Geralmente são 4 graus antes de mudar de cor. Na faixa preta, os graus indicam "Dan" e exigem anos de ensino e prática.
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